
O Conselho Deliberativo do Sampaio Corrêa aprovou nesta quinta-feira (11) o desligamento de Perez Silva da Paz do quadro social do clube, decisão que provocou a perda automática e definitiva do cargo de vice-presidente do Conselho Diretor da agremiação.
A medida foi tomada durante Assembleia Extraordinária realizada em São Luís para julgar a Representação Administrativa Disciplinar nº 01/2026. Após análise do processo, os conselheiros presentes decidiram pela aplicação da penalidade máxima prevista no Estatuto Social do clube.
De acordo com a ata da reunião, a proposta foi aprovada por unanimidade entre os votantes, com registro de apenas uma abstenção.
Acusações motivaram processo disciplinar
O parecer jurídico que embasou a decisão apontou que Perez Paz teria praticado uma série de infrações consideradas graves pela administração do clube.
Entre elas, estão a suposta promoção de uma campanha pública de desestabilização da atual gestão, a divulgação de informações classificadas como sigilosas relacionadas a negociações patrimoniais do Centro de Treinamento (CT) e a difamação da imagem institucional do Sampaio Corrêa.
Segundo o documento, o dirigente foi formalmente notificado para apresentar defesa, mas não se manifestou durante a tramitação do procedimento, situação que resultou na decretação de revelia.
A Diretoria Jurídica também informou que as acusações foram sustentadas por provas reunidas em ata de preservação forense digital, documento utilizado para registrar conteúdos publicados em ambiente virtual.
Perda do mandato foi consequência automática
Com a aprovação do desligamento do quadro associativo, o Conselho Deliberativo declarou a perda imediata do mandato exercido por Perez Paz.
Segundo o entendimento adotado pelo colegiado, a exclusão do quadro social retirou do dirigente os requisitos estatutários necessários para permanecer no cargo de vice-presidente do Conselho Diretor.
A decisão foi formalizada ao término da reunião presidida por Ricardo Luís Soares Macieira, presidente do Conselho Deliberativo do Sampaio Corrêa.
O caso representa mais um capítulo da crise interna vivida pelo clube nos últimos meses, marcada por divergências públicas entre integrantes da atual gestão e membros da oposição.