Prédio do antigo Bolichopp guarda lembranças de uma das tragédias mais conhecidas de São Luís

Mais de 20 anos após o assassinato do proprietário, imóvel do antigo Bolichopp continua sem ocupação definitiva

Fonte: Da redação

O prédio que abrigou o tradicional Bolichopp, no bairro Renascença II, em São Luís, continua chamando a atenção de quem passa pela região. Mais de duas décadas após o encerramento das atividades, o imóvel permanece sem uso definitivo e se tornou uma das construções mais conhecidas da capital por carregar a memória de um episódio que marcou a cidade no início dos anos 2000.

Nos últimos dias de 2002, o empresário Manoel, proprietário do estabelecimento, foi morto durante um assalto ocorrido na madrugada, após o encerramento do expediente. O crime provocou forte comoção em São Luís e encerrou a trajetória de um dos espaços de lazer mais frequentados da época.

Antes da tragédia, o Bolichopp era conhecido por reunir famílias e grupos de amigos em torno das pistas de boliche, mesas de sinuca e transmissões de partidas de futebol. O local se consolidou como um dos principais pontos de entretenimento da cidade, especialmente para moradores da região do Renascença e bairros vizinhos.

Após o fechamento, o imóvel chegou a receber outras atividades ao longo dos anos. Em determinado período, funcionou como sede de uma instituição de ensino superior, mas a ocupação foi temporária. Desde então, o prédio voltou a permanecer fechado e, com o passar do tempo, passou a apresentar sinais de deterioração, tornando-se um dos imóveis abandonados mais conhecidos da área.

Atualmente, a construção cercada por vegetação e estruturas desgastadas contrasta com os edifícios residenciais ao redor. Para muitos moradores, o antigo Bolichopp continua sendo uma referência urbana e uma lembrança de uma época em que o espaço era um dos principais pontos de encontro da capital maranhense.

Mais do que um imóvel abandonado, o prédio preserva uma parte da memória afetiva de São Luís. Para quem frequentou o local, a imagem da construção ainda desperta lembranças de momentos de lazer e convivência, mas também recorda um episódio de violência que marcou a história recente da cidade.

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