Nova fase de operação mira envolvidos em golpe milionário e cumpre prisões no Maranhão

Investigação aponta que esquema de investimentos fraudulentos movimentou centenas de milhões de reais.

Fonte: Com informações do Meio News
Operação prendeu suspeitos no Maranhão por envolvimento em esquema milionário de pirâmide financeira (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil do Piauí deflagrou nesta segunda-feira (22) a segunda etapa da Operação Extrema Confiança, que investiga uma organização suspeita de comandar um dos maiores golpes financeiros já registrados no estado. A ação teve reflexos no Maranhão, onde mandados judiciais foram cumpridos nas cidades de São Luís e Timon.

Durante a operação, dois suspeitos foram presos preventivamente em território maranhense. Um terceiro investigado, localizado em Teresina, foi alvo de medida cautelar determinada pela Justiça. As investigações apuram a participação do grupo em crimes como estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Segundo a Polícia Civil, além das prisões, a estratégia tem como foco identificar, rastrear e bloquear bens e recursos financeiros ligados ao esquema, buscando impedir a continuidade das atividades criminosas e recuperar parte dos valores desviados.

Investigação apura prejuízo milionário

De acordo com os investigadores, o grupo atraía investidores com promessas de lucros elevados por meio de supostas operações financeiras ligadas ao mercado de capitais. As vítimas eram convencidas a aplicar recursos com a expectativa de receber rendimentos mensais que chegavam a 10%.

Para dar aparência de legalidade ao negócio, os suspeitos teriam criado uma empresa formalmente registrada, utilizada para captar investidores e movimentar recursos. A polícia estima que centenas de pessoas tenham sido prejudicadas, principalmente no Piauí e no Maranhão.

As apurações apontam que, ao longo de cerca de dois anos e meio, as movimentações financeiras atribuídas ao grupo ultrapassaram R$ 440 milhões, considerando créditos e débitos realizados no período.

Empresário é apontado como principal articulador

A primeira fase da operação foi realizada em setembro de 2025 e teve como principal alvo um empresário do setor de entretenimento, conhecido por promover eventos musicais na região. Segundo a investigação, ele seria responsável por liderar a estrutura utilizada para captar investidores e sustentar o esquema.

A Polícia Civil informou que o inquérito está em fase final e que os envolvidos deverão ser formalmente indiciados após a conclusão da análise contábil e financeira dos dados apreendidos.

A operação contou com apoio do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e da Polícia Civil do Maranhão.

As autoridades reforçam o alerta para que a população desconfie de propostas de investimento com promessas de retorno elevado e garantido, recomendando sempre a verificação da regularidade das empresas junto aos órgãos de fiscalização do mercado financeiro.

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