Renda domiciliar no Maranhão bate recorde histórico e chega a R$ 1.231 em 2025, diz IBGE

Levantamento da PNAD Contínua aponta crescimento de mais de 55% desde 2021.

Fonte: Redação / Assessoria

Levantamento da PNAD Contínua aponta crescimento de mais de 55% desde 2021 (Foto: Reprodução)

O rendimento médio mensal domiciliar per capita no Maranhão atingiu o maior patamar da série histórica em 2025. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a renda média dos maranhenses chegou a R$ 1.231, superando em mais de 55% o valor registrado em 2021, quando o indicador era de R$ 790.

Os números mostram uma evolução gradual da renda ao longo dos últimos anos. Em 2022, o rendimento médio passou para R$ 938. No ano seguinte, alcançou R$ 1.060, chegando a R$ 1.132 em 2024 e atingindo o recorde em 2025.

Além da melhora na renda, outros indicadores econômicos também apresentaram crescimento. Entre eles está o consumo de energia elétrica residencial, que aumentou 43% entre 2021 e 2025, saltando de 3.737 GWh para 5.334 GWh, conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O consumo total de energia no estado também registrou forte expansão. Em 2025, o Maranhão consumiu 16.279 GWh, praticamente o dobro dos 8.147 GWh contabilizados em 2021. Na comparação com 2024, quando o consumo foi de 14.993 GWh, o crescimento chegou a 8,6%.

A indústria respondeu pela maior parcela desse consumo. O setor utilizou 7.840 GWh em 2025, o equivalente a 48,2% de toda a energia consumida no estado. Segundo os dados apresentados, isso representa um crescimento de 406,3% em relação ao período anterior à pandemia.

Outro indicador destacado é a melhora da situação fiscal do Maranhão. Conforme o Ranking de Competitividade dos Estados, o estado avançou em relação aos anos anteriores, resultado atribuído à redução proporcional da dívida pública.

Para o presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), Dionatan Carvalho, a expansão do consumo de energia nas residências acompanha o aumento da renda e da capacidade de consumo da população.

“O crescimento do consumo de energia residencial no Maranhão está associado ao aumento da renda das famílias e à ampliação de sua capacidade de consumo, o que também se reflete no desempenho de outros setores da economia”, afirmou.

Os indicadores econômicos apontam para um cenário de crescimento da renda das famílias, fortalecimento da atividade produtiva e expansão do consumo, conforme os levantamentos oficiais utilizados na análise.

Publicidade