Mulher grávida e criança morrem carbonizadas após ataque criminoso no Maranhão

Grávida de três meses e filho de 4 anos morreram após ataque a residência em São João Batista

Fonte: Da redação

A Polícia Civil do Maranhão investiga um ataque criminoso que terminou com a morte de uma mulher grávida e do filho dela, de apenas 4 anos, na zona rural de São João Batista, na Baixada Maranhense. As vítimas foram encontradas carbonizadas dentro de uma residência incendiada no povoado Olho d’Água dos Bodes, na noite desta sexta-feira (10). O caso mobilizou equipes das polícias Militar e Civil e é tratado como um dos episódios de maior violência registrados recentemente na região.

As vítimas foram identificadas como Samira Costa Correia, que estava grávida de três meses, e Yan Kaleb Costa Santos. A Polícia Militar informou que foi acionada por volta das 23h30, após o Hospital Municipal comunicar um incêndio em uma residência onde havia a informação de que uma gestante e uma criança poderiam estar no interior do imóvel. Ao chegar ao local, os policiais encontraram a casa completamente destruída pelas chamas e localizaram os dois corpos carbonizados.

As primeiras investigações apontam que um grupo de aproximadamente 15 homens armados invadiu o povoado e atacou três imóveis pertencentes à mesma família. Segundo relatos de moradores, apenas uma das residências estava ocupada no momento da ação. Os criminosos teriam arrombado o imóvel, efetuado diversos disparos de arma de fogo, roubado objetos, incluindo aparelhos de televisão, e, em seguida, incendiado a casa antes de fugir a pé.

Durante a perícia inicial, policiais encontraram cerca de 100 estojos de munições deflagradas de diferentes calibres, entre eles 9 milímetros, .38, .40 e calibre 12, indicando que várias armas foram utilizadas no ataque. O material foi recolhido e será analisado pela Polícia Civil para auxiliar na identificação dos autores.

O companheiro de Samira e pai da criança, identificado como Josef Abreu Santos, não foi localizado. Familiares relataram aos investigadores que ele havia sido visto na residência pouco antes da invasão, mas seu paradeiro ainda é desconhecido.

De acordo com informações preliminares obtidas pela polícia, moradores afirmaram que Samira frequentava uma igreja evangélica e não possuía qualquer envolvimento conhecido com organizações criminosas. Já o companheiro dela teria, segundo esses relatos, suposta ligação com uma facção criminosa. A principal linha investigativa considera a possibilidade de o ataque ter sido motivado por uma disputa entre grupos rivais. A Polícia Civil ressalta, entretanto, que essa hipótese ainda será apurada ao longo das investigações.

Após o crime, equipes da Polícia Militar realizaram buscas na região, mas nenhum suspeito foi localizado. O local foi isolado para os trabalhos da perícia e, posteriormente, os corpos foram encaminhados para exames periciais. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar os autores, esclarecer a motivação do ataque e localizar os envolvidos.

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