
O Maranhão permanece abaixo da meta de vacinação contra a gripe em 2026. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) mostram que apenas 40,32% do público prioritário recebeu a vacina contra a influenza. Em São Luís, o índice também está aquém do esperado, com cobertura de 47,37%, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), que contabiliza 108.167 doses aplicadas.
A campanha é direcionada principalmente a idosos, crianças de seis meses a menores de seis anos e gestantes, grupos considerados mais vulneráveis às complicações causadas pela influenza. Apesar da disponibilidade do imunizante, a procura permanece baixa em diversas regiões do estado, mantendo os índices de cobertura distantes da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.
Diante desse cenário, profissionais da saúde, pesquisadores e estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) participaram de um seminário em São Luís para discutir estratégias capazes de ampliar a adesão da população às campanhas de vacinação. Entre os temas debatidos estiveram o enfrentamento à desinformação e as formas de melhorar o acesso aos serviços de imunização.
Segundo o professor Carlos Cunha, a baixa cobertura vacinal é resultado de um conjunto de fatores. Entre eles estão questões sociológicas, religiosas, barreiras de acesso aos serviços de saúde e aspectos políticos, além da circulação de informações falsas sobre a segurança e a eficácia das vacinas. Especialistas também destacam que fatores culturais influenciam diretamente a decisão de parte da população em procurar ou não os postos de vacinação.
Outro desafio apontado pela Secretaria de Estado da Saúde é o abandono de esquemas vacinais que exigem mais de uma dose. Muitos pacientes iniciam a imunização, mas não retornam para completar o calendário recomendado, comprometendo a proteção individual e coletiva.
Para aumentar a cobertura vacinal, a Prefeitura de São Luís informou que a vacina contra a influenza continua disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital, inclusive aos sábados. A orientação das autoridades sanitárias é que as pessoas que integram os grupos prioritários procurem os postos de vacinação para reduzir o risco de complicações e internações provocadas pela gripe.