
O Partido Liberal (PL) confirmou neste domingo (2) a candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao Senado Federal pelo Distrito Federal. O anúncio foi feito durante a convenção da legenda em Brasília pelo senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do partido à Presidência da República, já que Michelle não pôde participar do evento por motivos de saúde.
Segundo Flávio Bolsonaro, a ex-primeira-dama sofreu uma forte crise de enxaqueca e precisou permanecer em observação médica, o que impediu sua presença no encontro partidário. Durante o discurso, o senador desejou pronta recuperação à esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro e confirmou que ela integrará a chapa do partido na disputa pelas duas vagas ao Senado no Distrito Federal, ao lado da deputada federal Bia Kicis.
Após o anúncio, uma mensagem assinada por Michelle Bolsonaro foi lida aos participantes da convenção. No texto, ela confirmou a candidatura e afirmou que pretende atuar em conjunto com Flávio Bolsonaro durante a campanha eleitoral.
Na manifestação encaminhada ao partido, Michelle declarou que pretende disputar uma cadeira no Senado com o objetivo de contribuir para o que classificou como fortalecimento do país e agradeceu ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, pelo incentivo recebido para ingressar na disputa eleitoral. A ex-primeira-dama também destacou a atuação à frente do PL Mulher e manifestou confiança na chapa formada pelo partido no Distrito Federal.
A convenção reuniu dirigentes e lideranças da legenda, entre elas o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a senadora Damares Alves, a deputada federal Bia Kicis e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão. A governadora deixou o evento antes da chegada de Flávio Bolsonaro e informou posteriormente que pretendia acompanhar Michelle Bolsonaro, mas a ex-primeira-dama não teve condições de comparecer após receber medicação durante o atendimento médico.
A confirmação da candidatura ocorre após um período de incertezas dentro do PL. Nas últimas semanas, Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro protagonizaram divergências públicas relacionadas à estratégia eleitoral da legenda, especialmente em relação à formação da chapa para o Governo do Ceará.
O episódio ganhou repercussão em junho, quando Michelle publicou um vídeo nas redes sociais afirmando ter sido desrespeitada em decisões internas do partido. Entre os principais pontos de discordância estava a definição dos apoios do PL no Ceará. A ex-primeira-dama defendia a candidatura da então aliada Priscila Costa ao Senado e apoiava o senador Eduardo Girão (Novo) para o governo estadual, enquanto a direção nacional da legenda decidiu apoiar a candidatura de Ciro Gomes (PSDB).
Após a divulgação do vídeo, Flávio Bolsonaro publicou duas manifestações públicas dirigidas à ex-primeira-dama. Na primeira, negou ter desrespeitado Michelle. Dias depois, divulgou um novo vídeo no qual pediu desculpas e afirmou que os desentendimentos internos estavam sendo explorados por adversários políticos.
Com a confirmação da candidatura, Michelle Bolsonaro passa a integrar oficialmente a chapa majoritária do PL no Distrito Federal. A disputa pelo Senado ocorrerá simultaneamente à campanha presidencial encabeçada por Flávio Bolsonaro, consolidando a estratégia eleitoral da legenda para as eleições de outubro.