Augusto Cury dispara nas pesquisas e chega ao terceiro lugar

Candidato do Avante alcança 11% no BTG/Nexus e 7,8% na Atlas, assume terceiro lugar e cresce após onda de vídeos nas redes sociais

Fonte: Da redação

A corrida presidencial ganhou um novo componente com o avanço de Augusto Cury (Avante), que passou a ocupar a terceira colocação em dois levantamentos divulgados nesta segunda-feira (31). O escritor atingiu 11% das intenções de voto no BTG/Nexus e 7,8% na AtlasIntel/Bloomberg, consolidando um crescimento expressivo em relação às rodadas anteriores.

A variação mais forte ocorreu no BTG/Nexus. Cury passou de 2% para 11%, avanço de nove pontos percentuais, e tornou-se o único candidato além dos dois líderes a alcançar dois dígitos nesse cenário. Na Atlas, o movimento também foi significativo: saiu de 1,6% para 7,8%, crescimento de 6,2 pontos.

Apesar da mudança na terceira posição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro permanecem à frente. Na Atlas, Lula registra 43,4% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33,7% do senador. Cury aparece em seguida com 7,8%, praticamente empatado, considerando a margem de erro, com Renan Santos (Missão), que tem 7,6%. Ronaldo Caiado (PSD) registra 3,3%, enquanto os demais ficam abaixo de 2%.

O BTG/Nexus também coloca Lula na liderança, com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. Cury aparece isolado em terceiro, com 11%. Caiado tem 5%, Renan Santos registra 3% e Romeu Zema (Novo), 1%. Brancos e nulos representam 3%, mesma proporção dos entrevistados que não souberam ou preferiram não responder.

Em outro cenário testado pelo instituto, Pablo Marçal aparece com 3%, apesar de estar inelegível por decisão da Justiça Eleitoral.

O crescimento de Cury nas pesquisas ocorre após uma forte expansão de sua presença nas redes sociais. Dezenas de vídeos favoráveis à candidatura foram publicados por influenciadores de diferentes portes nos últimos dias, acumulando milhões de visualizações. Algumas das publicações ultrapassaram 10 milhões de reproduções.

A campanha afirma que não contratou nem remunerou influenciadores para produzir esse conteúdo, prática vedada pela legislação eleitoral. Segundo o marqueteiro Sérgio Lima, responsável pela estratégia do candidato, o movimento surgiu de forma orgânica. Ele informou que, até o momento, o único gasto da campanha com divulgação digital foi de R$ 50 mil para impulsionar publicações do próprio Cury no Facebook.

Embora negue financiamento da mobilização, a equipe reconhece que passou a explorar a repercussão. A estratégia inclui interações do candidato com as publicações, por meio de agradecimentos e comentários, inclusive em conteúdos produzidos por perfis menores, na tentativa de ampliar o alcance espontâneo.

Lima também rejeitou especulações de que Pablo Marçal participe ou tenha auxiliado na estratégia digital de Cury. A possibilidade vinha sendo mencionada por perfis nas redes sociais e, segundo o relato, também circulava entre campanhas adversárias.

Os dois levantamentos possuem metodologias e amostras distintas. A AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.014 pessoas entre 25 e 30 de agosto. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-07972/2026.

Já o levantamento BTG/Nexus ouviu 2.005 pessoas com 16 anos ou mais, por telefone, entre 28 e 30 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, também com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-08900/2026.

Os resultados ainda mantêm Lula e Flávio Bolsonaro em posições destacadas na disputa, mas mostram uma alteração relevante no grupo seguinte. Depois de partir de patamares entre 1,6% e 2% nas rodadas anteriores, Cury passa a ocupar o terceiro lugar nos dois levantamentos, enquanto o desempenho nas próximas pesquisas deverá indicar se o avanço recente se mantém.

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