Vacina contra herpes-zóster: quem deve considerar a imunização?

Vacina recombinante é indicada rotineiramente a partir dos 50 anos e pode ser recomendada antes dessa idade para pessoas com condições específicas

Fonte: Assessoria

A vacina contra o herpes-zóster integra as recomendações de imunização para adultos e ocupa espaço específico nos calendários de vacinação. No Brasil, a vacina recombinante inativada é recomendada para pessoas a partir dos 50 anos e para indivíduos imunocomprometidos ou com risco aumentado de desenvolver a doença a partir dos 18 anos. 

O herpes-zóster ocorre quando o vírus varicela-zóster, responsável pela catapora, permanece no organismo após a primeira infecção e volta a se manifestar posteriormente. A doença costuma provocar lesões na pele acompanhadas de dor e pode apresentar complicações, entre elas a neuralgia pós-herpética, caracterizada pela persistência da dor depois da cicatrização das lesões. 

Quem pode receber a vacina?

A faixa etária é um dos principais critérios para definir a indicação. Para a população adulta em geral, a vacinação de rotina é indicada a partir dos 50 anos, mesmo que a pessoa não tenha histórico recente da doença. O esquema recomendado é composto por duas doses, com intervalo de dois meses. 

A recomendação também alcança pessoas imunocomprometidas ou que apresentam risco aumentado para herpes-zóster a partir dos 18 anos. Nesses casos, a avaliação médica pode ser necessária para definir o momento mais adequado da vacinação, especialmente quando existem tratamentos que interferem no sistema imunológico. 

A imunização pode ser indicada mesmo para quem já teve herpes-zóster. Ter apresentado um episódio da doença, portanto, não elimina automaticamente a possibilidade de receber a vacina. Para quem teve um quadro recente, é sugerido um intervalo de seis meses, embora esse período possa ser reduzido para evitar perda de oportunidade de vacinação, conforme a situação individual. 

Como funciona o esquema de vacinação?

A vacina herpes-zóster é administrada por via intramuscular e utiliza um componente produzido a partir de uma proteína do vírus, associado a um adjuvante. Por ser uma vacina inativada, ela apresenta características diferentes das vacinas vivas atenuadas e pode ser utilizada em pessoas imunocomprometidas, seguindo avaliação e recomendações específicas. 

As duas doses precisam respeitar o intervalo indicado. Caso a pessoa tenha recebido anteriormente a vacina atenuada contra herpes-zóster, há a possibilidade de utilização da vacina recombinante, respeitando um intervalo mínimo de dois meses entre as formulações.

A indicação não deve ser confundida com a aplicação de uma dose adicional anual. O esquema da vacina recombinante é definido em duas doses, e não há recomendação rotineira de reforços posteriores no calendário consultado. 

Antes de procurar um serviço, é importante confirmar a disponibilidade do imunizante, o esquema de doses e os critérios aplicáveis à pessoa. O histórico de vacinação, episódios anteriores de herpes-zóster, idade, uso de medicamentos imunossupressores e outras condições de saúde podem interferir na avaliação.

A vacina representa uma opção de prevenção especialmente direcionada à população com maior indicação por idade ou condição clínica. Para definir se a imunização é apropriada, o caminho é considerar as recomendações vigentes e as características individuais, em vez de adotar um esquema de vacinação sem avaliação prévia.

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