
A Diocese de Balsas determinou o afastamento, por tempo indeterminado, dos padres José Alberto Sousa Lima e Genivaldo Ribeiro. A medida foi anunciada após episódios de natureza pessoal atribuídos aos dois sacerdotes ganharem repercussão em Balsas e São Raimundo das Mangabeiras, no sul do Maranhão.
Com a decisão, formalizada por decreto, os religiosos ficam impedidos de exercer o ministério presbiteral e de desempenhar encargos eclesiásticos enquanto durar o afastamento. O documento foi assinado pelo bispo diocesano, Dom Valentim Fagundes de Meneses.
Em manifestação pública, a Diocese afirmou manter o compromisso com a verdade e com os princípios da Igreja. A instituição também pediu orações pela conversão e pela santidade do clero, mas não detalhou no comunicado as condutas atribuídas individualmente aos sacerdotes.
Relatos envolvem relacionamentos pessoais
José Alberto Sousa Lima exercia suas atividades na Paróquia São Raimundo Nonato, em São Raimundo das Mangabeiras. Relatos divulgados na região associam o afastamento à descoberta de um suposto relacionamento mantido pelo padre com uma mulher casada.
Ainda segundo essas informações, o marido teria tomado conhecimento da situação ao consultar, pelo celular, imagens das câmeras de segurança da própria residência. Posteriormente, uma música com referências indiretas ao episódio passou a circular nas redes sociais e ganhou repercussão entre moradores da cidade.
Não há, entretanto, pronunciamento público dos envolvidos confirmando os detalhes do suposto relacionamento. Por se tratar de uma questão da vida privada, as informações devem ser tratadas como alegações enquanto não houver manifestação direta das partes ou esclarecimento formal da Diocese.
Confusão na casa pastoral em Balsas
O segundo caso envolve o padre Genivaldo Ribeiro e uma confusão registrada na casa pastoral ligada à Igreja de Santo Antônio, em Balsas. Conforme relatos apresentados à polícia, um jovem teria encontrado o sacerdote acompanhado de um empresário e iniciado uma discussão.
O desentendimento teria evoluído para agressões e danos a objetos no interior do imóvel. Após uma denúncia, o jovem foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. O padre também teria sido ouvido pela Polícia Civil na própria residência pastoral.
Os envolvidos foram liberados depois dos depoimentos. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre eventual indiciamento ou abertura de processo criminal decorrente da ocorrência.
Versões compartilhadas nas duas cidades mencionam relações afetivas entre os envolvidos, mas esses detalhes não foram confirmados pelas autoridades. Também não há manifestação pública dos padres ou das demais pessoas citadas sobre as alegações.
Afastamento não representa expulsão do sacerdócio
A medida anunciada pela Diocese interrompe o exercício público das funções religiosas, mas não significa automaticamente que os dois padres tenham sido expulsos do estado clerical. Uma decisão dessa natureza depende de procedimento próprio previsto pelas normas da Igreja Católica.
Durante o período de afastamento, José Alberto e Genivaldo não poderão celebrar missas, administrar sacramentos ou assumir atividades pastorais em nome da Diocese. A duração da medida e os possíveis desdobramentos dependerão da apuração conduzida pela autoridade eclesiástica.
A vinculação de José Alberto à Paróquia São Raimundo Nonato aparece em registros públicos recentes do município de São Raimundo das Mangabeiras. A determinação de afastamento dos dois sacerdotes também foi noticiada após a divulgação do decreto diocesano.
A reportagem mantém espaço aberto para manifestações da Diocese, dos sacerdotes e das demais pessoas mencionadas nos relatos.