Correios entram em greve no Maranhão

Greve dos Correios alcança o Maranhão após categoria rejeitar propostas da estatal

Fonte: Da redação

Os trabalhadores dos Correios no Maranhão aderiram à greve nacional por tempo indeterminado iniciada após assembleias realizadas na noite desta quinta-feira (10). A paralisação ocorre depois de novas tentativas de negociação entre os sindicatos e a estatal terminarem sem acordo sobre as reivindicações da categoria.

No Maranhão, a adesão envolve o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Estado (SINTECT-MA). A mobilização local vinha sendo discutida desde agosto, quando os trabalhadores rejeitaram uma proposta apresentada pela empresa e aprovaram indicativo de greve.

Entre os principais pontos de divergência está o plano de saúde dos funcionários. Os sindicatos são contrários às alterações propostas no modelo de custeio por entenderem que elas ampliam a participação financeira dos empregados.

A questão também esteve entre os temas discutidos durante a mediação das negociações no Tribunal Superior do Trabalho (TST). As tratativas, porém, não produziram um entendimento capaz de evitar a paralisação.

A campanha salarial inclui ainda discussões sobre reajuste, benefícios, condições de trabalho, contratação de funcionários e manutenção de direitos. Em agosto, o SINTECT-MA informou que rejeitou a proposta econômica da empresa por considerar que o reajuste apresentado ficava abaixo da inflação acumulada e previa alterações em benefícios.

A greve ocorre enquanto os Correios enfrentam dificuldades financeiras. A estatal registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026. Apesar do resultado negativo acumulado, a perda registrada no segundo trimestre foi menor que a observada nos dois períodos anteriores.

A situação financeira da empresa também passou a fazer parte das negociações com os trabalhadores. Os Correios sustentam que precisam conciliar a manutenção de direitos com medidas destinadas à recuperação das contas e à continuidade dos serviços.

A estatal também trabalha na contratação de um novo financiamento para reforçar o caixa durante o processo de recuperação financeira.

Além do Maranhão, sindicatos de diferentes partes do país aprovaram a paralisação, incluindo entidades do Pará, Piauí, Ceará, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Até o momento, os Correios não haviam detalhado os efeitos da greve sobre os serviços em cada estado. Como a adesão pode variar entre unidades e regiões, eventuais impactos no atendimento, na distribuição de correspondências e na entrega de encomendas dependerão da participação dos trabalhadores na paralisação.

A greve foi aprovada por tempo indeterminado e, até agora, não há previsão para o encerramento do movimento.

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