Atleta de futebol feminino é morta a tiros no interior do Maranhão

Apontado como autor do crime, ex-companheiro está sendo procurado pela polícia

Fonte: Redação
Guilherme é acusado de matar Jacirene a tiros em Paulo Ramos (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil investiga a morte de Jacirene da Conceição Silva, de 26 anos, ocorrida na noite dessa segunda-feira (14), no município de Paulo Ramos, interior do Maranhão. Conhecida como “Boneca”, ela foi assassinada na Rua das Palmeiras, no bairro Buriti.

O caso é apurado como feminicídio. Guilherme Pompeu, ex-companheiro da vítima, é apontado como o principal suspeito e teria fugido após o crime. Até a última atualização, não havia confirmação de que ele tivesse sido localizado.

Uma câmera de segurança instalada nas proximidades captou gritos e ao menos quatro estampidos por volta das 18h52. O material deverá ser analisado pelos investigadores para verificar se os sons correspondem ao momento do assassinato.

A perícia ainda deverá confirmar a causa da morte, o tipo de arma utilizado e outros elementos da dinâmica do crime. Testemunhas e moradores da região também deverão ser ouvidos.

Segundo o pai de Jacirene, Guilherme não aceitava o fim do relacionamento e teria passado a ameaçá-la depois da separação. Ele relatou que a filha sentia medo, mas nunca havia procurado a polícia para denunciar a situação.

Jacirene não possuía medida protetiva contra o ex-companheiro.

Jacirene era mãe de três filhos de um relacionamento anterior e jogava na equipe feminina As Patroas de Paulo Ramos, usando a camisa de número 11.

Em nota de pesar, o time descreveu a atleta como uma mulher alegre, forte e sempre disposta a ajudar as companheiras. “Hoje o céu ganhou uma estrela, e a gente perdeu uma grande companheira”, afirmou a equipe.

As Patroas também manifestaram solidariedade aos familiares e disseram que a lembrança de Boneca permanecerá viva entre as jogadoras e a comunidade esportiva.

Informações sobre o paradeiro do suspeito podem ser comunicadas às autoridades. Denúncias de violência contra a mulher devem ser feitas pelo número 180. Em situações de emergência, o contato é o 190.

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