O preço líquido do diesel vendido pela Petrobras às distribuidoras permanecerá inalterado a partir desta quinta-feira (17), apesar de a companhia elevar em R$ 1 por litro o valor nominal do combustível. O aumento será acompanhado por um desconto de igual valor, vinculado ao programa de subvenção econômica criado pelo governo federal.
Na prática, o reajuste de R$ 1 e o abatimento de R$ 1 se anulam na operação comercial. Dessa forma, a medida não representa, por si só, aumento do preço efetivamente pago pelas distribuidoras à Petrobras.
A alteração permitirá que a estatal se enquadre nos mecanismos da subvenção econômica federal, que complementa as medidas anteriormente estabelecidas pela MP nº 1.363, de 30 de maio de 2026.
A adesão ao programa é facultativa. Segundo a Petrobras, a participação é considerada compatível com os interesses da companhia diante dos potenciais benefícios econômicos, sem retirar a flexibilidade necessária para execução de sua estratégia comercial.
A formalização, entretanto, ainda não está concluída. A assinatura do termo de adesão depende da publicação de atos complementares necessários para operacionalizar a subvenção e da conclusão dos procedimentos internos de governança da Petrobras.
A MP nº 1.391/2026 estabelece que, no primeiro período de apuração, a adesão poderá ser formalizada até o último dia do período correspondente. Isso permite que a companhia implemente a nova estrutura enquanto conclui os procedimentos necessários para participar do programa.
A mudança ocorre sem alteração da política comercial declarada pela Petrobras. A companhia afirma que continua considerando participação de mercado, utilização dos ativos de refino e rentabilidade na definição dos preços dos combustíveis.
A estatal também mantém a estratégia de não transferir automaticamente ao mercado doméstico toda a volatilidade de curto prazo das cotações internacionais do petróleo e da taxa de câmbio.
Para consumidores, a medida anunciada não significa redução de R$ 1 nem aumento de R$ 1 diretamente nas bombas. O mecanismo atua sobre a operação entre Petrobras e distribuidoras e mantém inalterado o preço líquido praticado pela estatal, enquanto os valores finais nos postos também dependem de margens de distribuição e revenda e de outros componentes da formação do preço.