Comércio do Maranhão cresce 2,8% e acompanha alta nacional

Vendas do comércio no Maranhão cresceram 2,8% em agosto na comparação anual, segundo o Índice do Varejo Stone

Fonte: Da redação

O comércio do Maranhão registrou crescimento de 2,8% nas vendas em agosto na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). O avanço coloca o estado entre as 25 unidades da Federação que apresentaram resultado positivo no período.

No recorte regional, o Nordeste aparece ao lado do Centro-Oeste, também com expansão de 5,1%. O maior crescimento ocorreu no Norte, com 10,4%, enquanto Sudeste e Sul avançaram 4% e 2,3%, respectivamente.

Entre os estados nordestinos, Alagoas apresentou o maior crescimento, de 9,3%, seguido pelo Piauí, com 8,8%. Paraíba avançou 6,3%; Bahia, 5,5%; Sergipe, 4,6%; Ceará, 4,1%; Maranhão, 2,8%; Rio Grande do Norte, 2,4%; e Pernambuco, 1,7%.

O resultado maranhense ocorre em um mês de crescimento do comércio em praticamente todo o país. Apenas Espírito Santo e Rio Grande do Sul registraram retração na comparação anual, com quedas de 0,4% e 1,6%, respectivamente.

No Brasil, as vendas avançaram 7% em agosto frente ao mesmo período do ano passado. Na comparação com julho, o crescimento foi de 0,5%, marcando a terceira alta mensal consecutiva do indicador.

Segundo Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, a sequência de resultados positivos confirma uma recuperação do varejo, mas o movimento ocorre em ritmo mais moderado. O mercado de trabalho continua contribuindo para sustentar renda e consumo, enquanto o custo do crédito e o endividamento das famílias permanecem como fatores que restringem a demanda.

A diferença também aparece entre os segmentos do comércio. Na comparação com julho, cinco das oito atividades acompanhadas pelo levantamento cresceram. Combustíveis e lubrificantes lideraram, com avanço de 2,7%, seguidos por hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com 1,6%.

Móveis e eletrodomésticos, tecidos, vestuário e calçados e outros artigos de uso pessoal e doméstico avançaram 0,6% cada. Em sentido contrário, livros, jornais, revistas e papelaria recuaram 2,5%, material de construção caiu 0,8% e artigos farmacêuticos tiveram redução de 0,3%.

Na comparação anual, sete das oito atividades registraram crescimento. Combustíveis e lubrificantes tiveram a maior expansão, de 15,2%. Na sequência aparecem hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com 8,5%, e material de construção, com 7,8%.

Artigos farmacêuticos cresceram 5,1%; outros artigos de uso pessoal e doméstico, 4,6%; móveis e eletrodomésticos, 3,1%; e livros, jornais, revistas e papelaria, 2,4%. Tecidos, vestuário e calçados foram a única atividade em queda na comparação com agosto de 2025, com retração de 3,5%.

Para Freitas, as diferenças entre estados, regiões e segmentos mostram que a recuperação do comércio não ocorre na mesma intensidade em todo o país. A evolução da renda das famílias e das condições de crédito permanece entre os fatores que devem influenciar o desempenho do varejo nos próximos meses.

Publicidade