
A investigação sobre o ataque a um jovem na saída de uma academia na Cohama, em São Luís, levou à prisão de um terceiro suspeito nesta segunda-feira (28). Segundo a Polícia Civil do Maranhão, o homem trabalhava como funcionário terceirizado do estabelecimento frequentado pela vítima e teria fornecido aos executores informações sobre a rotina do jovem.
A prisão temporária foi cumprida pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF). A polícia investiga se o funcionário repassou dados que permitiram aos outros envolvidos identificar os horários e os deslocamentos de Eldimir Otávio Coelho Neto, baleado em 1º de setembro durante uma tentativa de roubo.
De acordo com a investigação, o objetivo do grupo era roubar um cordão de ouro usado pela vítima. Eldimir foi abordado ao deixar a academia e acabou atingido por disparos durante a ação. Ele foi hospitalizado, permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), passou por cirurgia e posteriormente foi transferido para o Hospital Carlos Macieira. Atualmente, recupera-se em casa.
Outros dois suspeitos já haviam sido presos no dia 9 de setembro. Roberval Freitas Júnior, de 27 anos, é apontado pela Polícia Civil como o autor dos disparos. Segundo a investigação, ele possui cinco passagens pelo sistema penitenciário, relacionadas, entre outros crimes, a roubos e furtos.

Vitor Gabriel Cardoso Pinheiro, de 22 anos, também foi preso e é apontado como o responsável por conduzir a motocicleta utilizada na ação. Conforme a polícia, ele não tinha passagens anteriores pelo sistema penitenciário.
Durante as diligências, os investigadores localizaram a motocicleta que teria sido utilizada no crime e uma camisa apontada como sendo a mesma usada por um dos envolvidos no dia do ataque. O material passou a integrar a investigação.
Imagens de câmeras de segurança da academia e de imóveis próximos também foram analisadas para reconstruir a movimentação dos suspeitos e identificar os envolvidos. As diligências são conduzidas pela Delegacia de Roubos e Furtos da Capital, com apoio de outros setores da segurança pública.
Com a nova prisão, a Polícia Civil concentra a investigação na participação atribuída a cada suspeito e nas circunstâncias que antecederam o ataque. O terceiro investigado permanece preso temporariamente enquanto as diligências continuam.