Mesmo inelegível, Josimar Maranhãozinho elege quatro familiares

Família de Josimar Maranhãozinho conquistou quatro mandatos nas eleições de 2026, com duas vagas federais e duas estaduais

Fonte: Da redação

A família do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) conquistou quatro cadeiras nas eleições deste domingo (4) no Maranhão. Os sobrinhos Fabiana Vilar e Aldir Júnior foram eleitos deputados federais, enquanto a esposa, Detinha, e o filho, Josimar Júnior, garantiram vagas na Assembleia Legislativa.

O resultado mantém a presença do núcleo familiar de Josimar nos Legislativos federal e estadual mesmo com o parlamentar fora da disputa eleitoral. Ele ficou impedido de tentar a reeleição após condenação no Supremo Tribunal Federal (STF), que também decretou sua inelegibilidade.

Na disputa pela Câmara dos Deputados, Fabiana Vilar recebeu 160.361 votos e terminou como a quarta candidata mais votada do Maranhão. Aldir Júnior obteve 141.764 votos e ficou na quinta posição. Os dois foram eleitos pelo PL.

Na disputa estadual, Detinha, que atualmente exerce mandato de deputada federal, retornará à Assembleia Legislativa, onde já havia exercido mandato entre 2019 e 2022. Ela recebeu 83.546 votos e terminou como a quinta candidata mais votada para deputada estadual.

Josimar Júnior, filho de Josimar Maranhãozinho e Detinha, disputou sua primeira eleição e também conquistou uma cadeira na Assembleia. Aos 23 anos, ele recebeu 83.112 votos, ficando logo atrás da mãe entre os mais votados.

A composição das candidaturas foi reorganizada após Josimar Maranhãozinho ficar impedido de disputar a reeleição. Fabiana Vilar, que exercia mandato de deputada estadual, passou para a disputa federal, assim como Aldir Júnior, então vereador de São Luís. Detinha deixou a corrida pela reeleição à Câmara e voltou a concorrer à Assembleia, ao lado do filho.

Josimar foi condenado pela Primeira Turma do STF, em março, a seis anos e cinco meses de prisão, em regime inicial semiaberto, por corrupção passiva em processo relacionado à cobrança de propina envolvendo a destinação de emendas parlamentares para São José de Ribamar. A decisão também estabeleceu sua inelegibilidade.

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