PM cumpre prisão preventiva de capitão investigado por agressões

Polícia Militar prende capitão investigado por agressões em posto de combustíveis. Oficial já responde a processo por violência doméstica

Fonte: Da redação

O capitão da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) Jurambergson Gomes Soeiro Sobrinho Silva, conhecido como “Berg”, foi preso preventivamente nesta quinta-feira (8), após ser investigado por agressões contra mulheres durante uma confusão em um posto de combustíveis de São Luís. A prisão foi cumprida pela própria corporação e confirmada pelo governador Carlos Brandão.

O oficial foi encaminhado à Delegacia Especial da Mulher (DEM), no bairro Jaracaty, conforme informações da assessoria de comunicação da Polícia Civil do Maranhão. Ele é suspeito de agredir duas mulheres, entre elas uma policial militar, e de efetuar disparos de arma de fogo durante a ocorrência.

O caso aconteceu no último fim de semana e foi registrado por câmeras de videomonitoramento. As imagens mostram a violência praticada durante a confusão. Um homem que estava no estabelecimento também ficou ferido no pescoço após ser atingido por um disparo.

Uma das vítimas, Sara Pinto Brito, relatou que tentou impedir as agressões contra a policial militar, que estava caída no chão. Segundo ela, as duas não se conheciam e sua intervenção ocorreu ao perceber que a mulher estava sendo atacada.

Sara afirmou que tentou afastar o capitão, mas passou a ser agredida com coronhadas e chutes no rosto. De acordo com seu relato, a violência continuou mesmo depois de ela perder a consciência.

“Na hora que eu fico desacordada, depois que eu apago, que eu desmaio, ele continua me batendo, ele sai, volta, me dá muito chute na cara, me dá coronhada na cara”, declarou.

A vítima contou que sofreu lesões no rosto e permanece abalada psicologicamente, com dificuldades para dormir. Ela afirmou esperar que o caso seja esclarecido e que o responsável pelas agressões seja punido pela Justiça.

Antes da prisão, o capitão havia comparecido à Polícia Civil na terça-feira (6), quando prestou depoimento e foi liberado. Na ocasião, não existia mandado de prisão em aberto contra ele. A situação mudou com a expedição da ordem de prisão preventiva cumprida nesta quinta-feira.

Jurambergson também responde a um processo instaurado em 2023 por violência doméstica contra a mesma policial militar envolvida na ocorrência do posto de combustíveis. O caso anterior ainda não foi julgado, e a vítima recebe acompanhamento da Patrulha Maria da Penha.

As investigações sobre as agressões e os disparos de arma de fogo continuam sob responsabilidade das autoridades policiais.

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