
O Maranhão registrou 1.723 casos de sífilis em gestantes e 366 de sífilis congênita em 2026, segundo dados parciais do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) apresentados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). A prevenção da infecção e da transmissão da mãe para o bebê é o foco da campanha Outubro Verde, que reúne atividades em diferentes municípios ao longo deste mês.
A programação inclui testagem, orientações, capacitações de profissionais e debates sobre diagnóstico e tratamento. A abertura oficial está marcada para 14 de outubro, com o webinário estadual “Prevenção das Sífilis e Contexto Epidemiológico”, destinado a profissionais de saúde e entidades parceiras.
Também estão previstas rodas de conversa no Hospital Regional Materno Infantil Benedito Leite, na Maternidade Nossa Senhora da Penha e na Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão (Macma), além de atividades em unidades prisionais e instituições de ensino.
Em Paço do Lumiar, a agenda inclui visitas técnicas do Ministério da Saúde relacionadas ao processo de certificação da eliminação da transmissão vertical, quando a infecção passa da mãe para o bebê. A programação contempla ainda apresentações no Conselho Estadual de Saúde.
Testagem e acompanhamento no pré-natal
Segundo a chefe da Coordenação de Atenção às IST/Aids e Hepatites Virais da SES, Jocélia Frazão de Matos, o diagnóstico e o tratamento da sífilis são realizados preferencialmente na Atenção Primária à Saúde, embora também estejam disponíveis em outros serviços da rede.
Ela destaca que o cuidado deve envolver a parceria sexual, que precisa realizar o teste e receber tratamento quando indicado. A medida ajuda a evitar que a gestante seja infectada novamente.
Para as gestantes, a SES informa que segue a orientação do Ministério da Saúde, com o uso de penicilina benzatina. O acompanhamento pré-natal permite identificar a infecção e iniciar o tratamento precocemente, reduzindo os riscos para o bebê.
Atendimento gratuito pelo SUS
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível que tem cura. Sem tratamento, pode comprometer órgãos internos. Durante a gravidez, a transmissão para o bebê pode causar complicações como aborto, prematuridade, sequelas neurológicas e morte do recém-nascido.
O teste rápido está disponível nas unidades de saúde, com resultado em até 30 minutos, e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O uso de preservativos contribui para a prevenção da infecção.
As gestantes podem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa para realizar os exames e receber acompanhamento.
A campanha será encerrada em 30 de outubro, em São Luís, com o V Workshop Estadual de Prevenção das Sífilis. O encontro reunirá profissionais para discutir estratégias de enfrentamento da doença e apresentar experiências desenvolvidas no Maranhão.