Acusado de estrangular e matar ex-companheira é condenado a 16 anos de reclusão

Enfermeira foi estrangulada em 2009, na frente do filho de três anos; réu não poderá recorrer da sentença em liberdade.

Fonte: Com informações da assessoria
Testemunha é ouvida em Júri. (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS – O 3º Tribunal do Júri de São Luís condenou Carlos Alberto Silva a 16 anos de reclusão pela morte da ex-companheira K. F. M. S., assassinada por estrangulamento em 13 de julho de 2009, na residência onde morava, na Vila Airton Sena. O crime ocorreu na presença do filho do casal, que tinha três anos à época.

O julgamento foi realizado na terça-feira (13), no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau, sob a presidência da juíza Leoneide Delfina Barros Amorim. O réu, que negou a autoria do crime, não poderá recorrer em liberdade.

Segundo os autos, o acusado teria alterado a cena do crime para simular um suicídio. A perícia identificou compatibilidade entre as características da corda utilizada e as lesões no pescoço da vítima.

Esta não foi a primeira condenação do réu pelo caso. Em 2016, ele recebeu pena de 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, mas a defesa recorreu e o júri foi anulado. Em 2019, um novo julgamento terminou com a absolvição do acusado. Após recurso do Ministério Público, essa decisão também foi anulada, levando à realização do julgamento desta semana.

Outra condenação

Na semana passada, o mesmo tribunal condenou Boaventura Sousa Pereira a 14 anos, nove meses e 23 dias de prisão por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira, em junho de 2025, no bairro Coroado, em São Luís.

Conforme a denúncia, ele atacou a vítima com golpes de punhal, socos e chutes. A Justiça também negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, e ele foi encaminhado à Penitenciária de Pedrinhas.

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