Mulher é presa por exigir R$ 20 mil para não divulgar fotos íntimas em São Luís

Suspeita teria divulgado imagens íntimas em redes sociais e grupos de WhatsApp após vítima recusar pagamento de R$ 20 mil, segundo a polícia

Fonte: Da redação

Uma mulher suspeita de exigir R$ 20 mil para não divulgar imagens íntimas de uma vítima foi presa na manhã desta quinta-feira (15), em São Luís, durante uma investigação da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA). Segundo a corporação, o caso envolve a prática de sextorsão, modalidade de extorsão em que conteúdos íntimos são utilizados para ameaçar e constranger uma pessoa.

A prisão foi realizada pelo Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT), vinculado à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic).

De acordo com as investigações, a suspeita teria condicionado a preservação da privacidade da vítima ao pagamento de R$ 20 mil. A pessoa ameaçada, entretanto, recusou a exigência financeira.

Após a negativa, conforme a apuração policial, imagens íntimas da vítima começaram a circular em redes sociais e grupos de WhatsApp. O material também teria sido enviado diretamente a pessoas que faziam parte de seu convívio pessoal e profissional.

Entre os destinatários apontados pela investigação estavam familiares, colegas de trabalho, o ex-marido da vítima e outros contatos próximos.

A Polícia Civil informou que a exposição atingiu diferentes aspectos da vida privada da pessoa envolvida, com repercussões sobre sua intimidade, honra e dignidade.

A divulgação do conteúdo, segundo os investigadores, ocorreu depois da tentativa de obter dinheiro mediante ameaça, circunstância que fundamenta a apuração por sextorsão.

Nesse tipo de prática, imagens ou vídeos íntimos são utilizados como instrumento de pressão para exigir pagamentos ou impor outras condições à vítima. A ameaça pode envolver tanto a divulgação pública do material quanto o envio a familiares, amigos e pessoas do ambiente profissional.

Ainda segundo a Polícia Civil, a mulher presa possui antecedentes criminais. A corporação, porém, não detalhou quais são os registros anteriores.

O caso está sob responsabilidade do Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos, unidade especializada na investigação de delitos praticados com o uso de recursos digitais.

A Polícia Civil não informou, nos dados divulgados, a identidade da investigada, o período em que as ameaças ocorreram ou se outras pessoas participaram do compartilhamento das imagens.

Publicidade