AXIA Energia opera rota que transporta 42% da energia gerada no Norte

Rede de transmissão, com cerca de 2 mil quilômetros, conecta grandes usinas hidrelétricas aos centros de consumo e reforça a segurança do Sistema Interligado Nacional

Fonte: Assessoria Axia

A infraestrutura de transmissão operada pela AXIA Energia na região Norte sustenta uma das principais rotas de intercâmbio de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN), sendo responsável por transportar 42% da energia elétrica gerada na região para outras partes do país, preservadas as condições de atendimento local definidas pelo setor elétrico.  Formada por cerca de 2 mil quilômetros de linhas de transmissão, a rede conecta importantes usinas hidrelétricas aos centros de consumo do país e desempenha papel estratégico para a segurança energética nacional. 

Embora pouco visível para a população, essa estrutura funciona como uma grande rede de escoamento de energia. Conhecidos no setor elétrico como troncos de transmissão, esses corredores de alta capacidade permitem que a eletricidade produzida na região Norte seja levada a outras regiões do país, contribuindo para o equilíbrio entre geração e consumo e para o maior aproveitamento da matriz renovável brasileira.  

A AXIA Energia opera três importantes corredores de transmissão na região. O primeiro é o Linhão Norte-Sudeste, responsável por conectar Imperatriz (MA) à Subestação Samambaia (DF) e transportar energia proveniente da Usina Hidrelétrica de Tucuruí (PA). Os outros dois corredores ligam Tucuruí (PA), Imperatriz (MA) e Presidente Dutra (MA), além de Imperatriz (MA), Colinas (TO) e Miracema (TO). Juntos, esses ativos sustentam uma das principais rotas de transmissão de energia do país.   

Até agosto de 2026, a região Norte registrou geração média de 11.966 MW médios. Desse total, 58% foram consumidos localmente. O restante foi destinado ao atendimento de outras regiões do Sistema Interligado Nacional. Nesse contexto, a interligação Norte-Sudeste operada pela AXIA registrou intercâmbio médio de 1.707 MW, volume equivalente ao consumo energético de todo o estado do Ceará.   

Além de permitir o transporte de energia entre diferentes regiões do país, a infraestrutura tem papel relevante para a confiabilidade do sistema elétrico brasileiro. Em ocorrências de grande porte, os corredores de transmissão podem ser utilizados nos processos de recomposição do sistema definidos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), contribuindo para o restabelecimento do fornecimento de energia de forma mais rápida e segura.   

“A infraestrutura desses ativos é a consolidação do projeto de um sistema elétrico nacional interligado. A região Norte tem papel importante nesse plano, de forma que suas usinas hidrelétricas sejam catalisadoras do desenvolvimento tanto para as comunidades locais como para as outras regiões, ampliando a confiabilidade do sistema e contribuindo para o melhor aproveitamento dos recursos energéticos disponíveis”, avalia o diretor-presidente da AXIA Energia na região Norte, Antonio Pardauil.  

Confiabilidade para o setor e compartilhamento de energia entre regiões   

O Linhão Norte-Sudeste é considerado uma das obras mais importantes da história do setor elétrico brasileiro. Desenvolvido para viabilizar o intercâmbio sazonal de energia entre regiões, o empreendimento teve papel decisivo na integração dos subsistemas Sul-Sudeste e Norte-Nordeste na década de 1990, contribuindo para a consolidação do atual Sistema Interligado Nacional. 

A entrada em operação desse corredor ampliou a segurança operativa do sistema, aumentou a confiabilidade do abastecimento e permitiu melhor aproveitamento da matriz energética brasileira. A interligação passou a possibilitar o compartilhamento de energia entre regiões com diferentes perfis de geração e consumo, característica que hoje é uma das principais fortalezas do sistema elétrico nacional.

 Desenvolvimento regional 

Os corredores de transmissão operados pela AXIA também têm papel importante para o desenvolvimento econômico dos estados conectados à rede. O corredor formado pelas subestações de Tucuruí, Marabá, Imperatriz e Presidente Dutra é responsável pelo escoamento da energia proveniente da Usina Hidrelétrica de Tucuruí para o Maranhão. Em maio deste ano, o trecho Imperatriz-Presidente Dutra transmitiu potência suficiente para atender 72% da demanda energética prevista para o estado em 2026.   

Essa infraestrutura contribui para o crescimento de setores como papel e celulose, mineração, bebidas e novas atividades industriais, além de apoiar o desenvolvimento das Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) instaladas na região.  

No Tocantins, o corredor Imperatriz-Colinas-Miracema ajuda a garantir o abastecimento de cidades, comércios e atividades produtivas. A disponibilidade de energia sustenta segmentos como mineração, construção civil, indústria de alimentos e agronegócio, fundamentais para a economia local.  

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