Quaest: Flávio Bolsonaro tem 45% e Lula 44% a quatro dias do segundo turno

Quaest aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula a quatro dias do segundo turno. Levantamento ouviu 2.154 eleitores

Fonte: Da redação

A disputa pela Presidência da República permanece em empate técnico a quatro dias do segundo turno, marcado para domingo (25). Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, registra 44%. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

O levantamento, contratado pelo jornal O Globo e pela TV Globo, indica uma redução numérica da distância entre os candidatos em comparação com a rodada anterior, divulgada em 14 de outubro. Na ocasião, Flávio aparecia com 46%, enquanto Lula tinha os mesmos 44%. A variação de um ponto registrada pelo senador está dentro da margem de erro e não permite afirmar que houve uma mudança efetiva nas preferências do eleitorado.

Os votos brancos e nulos permaneceram em 9%, enquanto a parcela de entrevistados que não souberam ou não quiseram responder passou de 1% para 2%.

Na pesquisa espontânea, modalidade em que os nomes dos candidatos não são apresentados previamente aos entrevistados, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem numericamente empatados, com 40% das intenções de voto cada.

O principal movimento nessa modalidade foi o aumento dos indecisos, que passaram a representar 14% dos entrevistados, o dobro do percentual registrado na semana anterior. A pesquisa espontânea é utilizada para observar a lembrança dos candidatos e a manifestação das preferências eleitorais sem a apresentação de uma lista de nomes.

Esta é a primeira rodada da Quaest após uma sequência de acontecimentos relevantes para a campanha presidencial, incluindo a promulgação do fim da escala de trabalho 6×1, defendida por Lula, as entrevistas dos candidatos à TV Globo e o debate realizado pela Band.

O período também foi marcado pela intensificação das mobilizações presenciais e digitais das duas campanhas, que buscam ampliar o apoio eleitoral na reta final da disputa.

Outro tema que ganhou espaço foi o futuro do Bolsa Família. A campanha de Lula passou a questionar declarações da coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, sobre a proposta de ampliar para dois anos a regra de transição do programa para beneficiários que aumentarem sua renda.

Aliados do presidente argumentaram que a proposta poderia representar riscos à continuidade do benefício. Daniella, por sua vez, negou que a campanha pretenda limitar a duração do Bolsa Família a dois anos e afirmou que o prazo mencionado se refere exclusivamente à permanência temporária após o aumento da renda familiar.

A maior repercussão dessa controvérsia ocorreu na terça-feira (20), último dia de entrevistas da Quaest. Por isso, o levantamento não permite medir integralmente seus possíveis efeitos sobre as intenções de voto.

O debate da Band também levou as campanhas a reavaliar a estratégia de comunicação dos candidatos. Segundo relatos sobre pesquisas qualitativas utilizadas pelas equipes, parte dos eleitores demonstrou insatisfação com o tom do confronto. Lula e Flávio têm um novo encontro previsto para sexta-feira (23), no debate da TV Globo.

A Quaest entrevistou presencialmente 2.154 eleitores entre os dias 17 e 20 de outubro. A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08535/2026.

Os resultados mostram uma disputa numericamente equilibrada na reta final da campanha, sem diferença estatisticamente significativa entre os candidatos. O levantamento representa as intenções de voto no período das entrevistas e não constitui uma previsão do resultado das urnas.

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