
A Polícia Civil do Maranhão identificou três homens envolvidos em um episódio de suspeita de apologia ao nazismo durante uma manifestação política realizada no sábado (24), em Grajaú, no interior do estado. O caso ganhou repercussão após a divulgação de uma fotografia nas redes sociais e passou a ser investigado pelas autoridades neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais.
A imagem mostra os participantes usando uma camiseta com referências ao nazismo e ao fascismo, incluindo uma representação do ex-presidente Jair Bolsonaro associada a Adolf Hitler, símbolos ligados ao regime nazista e uma frase em inglês de exaltação ao fascismo. O registro foi feito durante uma mobilização de apoiadores do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
A abertura da investigação foi confirmada pelo delegado Ricardo Aragão, superintendente de Polícia Civil do Interior (SPCI). Segundo ele, os envolvidos já foram identificados, e as circunstâncias do episódio estão sendo apuradas. Viaturas policiais aparecem próximas ao grupo na fotografia divulgada pelo Instagram. Após a repercussão, os perfis dos investigados nas redes sociais foram desativados.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), condenou publicamente o episódio e informou que o caso foi encaminhado à Polícia Federal (PF) e ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), para conhecimento e adoção das providências cabíveis.
“As imagens são revoltantes. Não podemos tolerar manifestações de apologia a ideologias responsáveis por tantas atrocidades. Denúncias podem ser feitas pelo 190”, declarou o governador.
A legislação brasileira criminaliza determinadas formas de divulgação de propaganda nazista. A Lei nº 7.716/1989 estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão e multa para quem fabricar, comercializar, distribuir ou divulgar símbolos que utilizem a suástica com a finalidade de promover o nazismo. A mesma legislação também prevê punições para práticas de discriminação ou incitação ao preconceito.