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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Mãe e filha mortas no Calhau: Perícia aponta tortura, luta corporal e estrangulamento na cena do crime

O principal suspeito segue sendo o ex-marido da empresária, que ainda não foi localizado

Talita e Graça Maria foram mortas no último dia 07 de junho (Foto: Divulgação)

Vestígios de luta corporal, tortura e estrangulamento. Essas são as primeiras impressões periciais apontadas na cena do crime que teve como vítimas a empresária Graça Maria Pereira de Oliveira, de 57 anos, e sua filha, a jovem Talita de Oliveira Frizeiro, de 27 anos.

Graça Maria e a filha foram encontradas mortas nesse domingo, 07, na garagem da casa, dentro do carro da família, no bairro Quintas do Calhau, em São Luís. Elas estavam amarradas e cobertas com um lençol.

O principal suspeito segue sendo o ex-marido da empresária, que ainda não foi localizado, e teria entrado na casa com o consentimento das vítimas, já que a residência não apresentava sinais de arrombamento nem roubo, de acordo com a delegada do Departamento de Feminicídio do Maranhão, Viviane Fontenelle.

A delegada relatou que Talita, possivelmente, travou uma intensa luta corporal com o agressor, pois apresentava três unhas quebradas. Ela foi encontrada no banco da frente do veículo, enquanto a mãe estava na parte traseira do carro, ambas amordaçadas.

Os peritos coletaram todos os vestígios de DNA, material subungueal (coleta embaixo das unhas) para serem comparados com os do agressor, tão logo seja identificado.

Um primo da vítima, que preferiu manter o anonimato, fez um apelo à polícia e à imprensa: “Estou muito triste e abalado com a tragédia do duplo feminicidio da minha prima e a filha. Peço apoio dos amigos, polícia e da imprensa para que esse crime seja esclarecido. Por amor a Deus e por minha família”, clamou.

Questionado se o ex-marido da vítima é visto pela família como o principal suspeito, o primo se limitou a dizer: “Estão investigando. Ele a ameaçava”.

De acordo com familiares, o casal era sócio em empresas, mas já estava separado há um bom tempo. No entanto, um processo judicial envolvendo a divisão dos bens estremeceu a relação dos dois, e pode ter sido o estopim para o crime.

A delegada afirmou que câmeras de segurança das redondezas estão sendo analisadas para ajudar no esclarecimento do crime.

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