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Polícia Civil prende jovem envolvido no caso de idosa enterrada clandestinamente em Paço do Lumiar

Um pré-candidato a vereador também foi preso na época e está sendo investigado.

Encontrada enterrada em uma cova landestina, a aposentada pode ter sido vítima de homicídio ou latrocínio (Foto: Gilson Ferreira)

Na manhã de ontem (23), a Polícia Civil prendeu, em cumprimento a mandado de prisão preventiva, Odailton Amorim da Silva, por envolvimento no latrocínio da idosa Fátima Maria Evangelista dos Santos, 65 anos. Ela foi encontrada em uma cova clandestina, no cemitério da Maioba, na cidade de Paço do Lumiar, no dia 1° de setembro desse ano.

Odailton, que era vizinho e amigo da vítima, foi capturado na Beira-Mar. De acordo com o delegado Felipe César, titular do Departamento de Proteção à Pessoa da SHPP, que preside o caso, os resultados dos laudos apontaram que Fátima Maria foi morta dentro da casa em que morava, no Beco da Baronesa, região central da cidade.

“Os laudos comprovam sinais de violência dentro da residência da idosa. Existiam sinais de sangue na parte de baixo da casa. Na sala, na cozinha e em um dos banheiros. Isso demonstra que efetivamente ela foi assassinada lá dentro e com base nisso conseguimos a preventiva para que ele possa responder todo o processo preso”, explicou, ressaltando que até o fim da semana o inquérito será remetido à Justiça.

Vale lembrar que além do vizinho, um pré-candidato a vereador, identificado como Leandro Santos, também foi preso na época e está sendo investigado. A polícia chegou até ele seguindo o sumiço de R$ 180 mil das contas da vítima, após denúncia de familiares.

Os valores foram divididos pela dupla e estavam sendo utilizados, inclusive, para custear campanha política do suspeito. Joias e objetos eletrônicos também foram subtraídos do imóvel.

Fátima Maria tinha sido vista pela última vez por vizinhos, no dia 10 de abril. Em depoimento, ambos alegaram que encontraram a idosa já sem vida dentro da casa e confessam apenas os saques feitos nas contas.

Segundo o delegado Felipe César, mais outras duas pessoas estão sendo investigadas por participação no crime, que contou, também, com o envolvimento de três coveiros que foram contratados por R$ 800 para ocultar o cadáver no cemitério.

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