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Ministério da Saúde está trabalhando para aprimorar o DATASUS, afirma secretário

Secretário Executivo da Saúde disse que denúncia de vacinas vencidas está sendo apurada e pode ser “mero equívoco de digitação”

Foto: Reprodução

Nessa sexta-feira (2), o jornal “Folha de São Paulo” publicou uma investigação que aponta para cerca de 26 mil doses da vacina AstraZeneca que teriam sido aplicadas após o prazo de validade no Brasil. O Ministério da Saúde apura os casos junto às secretarias estaduais e municipais e está estudando uma forma de controle mais rigoroso do sistema DATASUS. É o que afirmou o secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Otávio Moreira da Cruz, à CNN.

“Após esse episódio, o ministério está trabalhando para aprimorar este sistema para que, ao inserir as informações, caso o digitador esteja colocando que [a dose] foi aplicada após o vencimento, irá subir um alerta para que o digitador confira o registro.”

Cruz disse que a denúncia ainda está sendo checada junto às prefeituras e acredita que possa ser um problema de erro de digitação.

“É uma hipótese que está sendo verificada junto aos municípios e estados para verificar se, de fato, estas pessoas tomaram doses em atraso, se foi um problema de sistema ou um mero equívoco de digitação ao inserir os dados da data de vacinação no DATASUS.”

O secretário corroborou com a nota emitida pela pasta e orientou que, se for confirmada aplicação de doses vencidas, as pessoas devem se dirigir aos postos de saúde para se revacinar.

“A recomendação, que já existe em nosso Plano Nacional de Imunização, é que se a pessoa tiver sido imunizada, de fato, com uma dose vencida, que aguarde 28 dias, procure a secretaria municipal e se imunize novamente.”

O secretário explicou que, em alguns municípios do Brasil, o registro é feito, em um primeiro momento, manualmente para depois ser transferido um a um para o sistema do SUS.

“Eventualmente, neste processo onde é repassado o que foi registrado em planilha para a nossa base oficial do DATASUS, pode haver algum equívoco na digitação, e é isso que está sendo apurado junto aos estados, municípios e ao ministério da Saúde.”

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