A Ypê anunciou a suspensão do canal de ressarcimento que havia disponibilizado para consumidores com produtos afetados, após a decisão da Anvisa divulgada nesta sexta-feira (15). Segundo o diretor-executivo de assuntos jurídicos e corporativo da empresa, Sergio Pompilio, a decisão da agência não obriga a companhia a realizar indenizações.
“O que está valendo hoje, e a nossa recomendação para o consumidor, é exatamente a suspensão de uso”, afirmou em entrevista ao g1. Antes da reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa, a empresa havia aberto formulário em seu próprio site para que consumidores solicitassem ressarcimento via Pix, informando dados pessoais e detalhes sobre os produtos afetados. Com a mudança de posicionamento, esse caminho está encerrado.
A Ypê afirma que seus produtos são seguros com base em controles e análises internas, e propôs à Anvisa a realização de novos testes por laboratórios independentes autorizados pela agência em todos os lotes já colocados no mercado. A empresa só vai tratar de recolhimento se os laudos confirmarem problemas. “Até que haja comprovação, se o laudo de um laboratório autorizado pela Anvisa indicar que os produtos fabricados em determinado período não estão aptos ao uso, passaremos a tratar de recolhimento”, disse Pompilio.
Por ora, a orientação é que os lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes com lote final 1 fiquem guardados por precaução, sem necessidade de devolução imediata. Produtos sem o final 1 no lote continuam liberados. A empresa também listou itens que, segundo afirma, nunca apresentaram risco de contaminação e seguem disponíveis para venda e uso, incluindo lava-roupas em pó Tixan e Ypê Power Act, amaciantes, água sanitária, alvejantes, esponjas, saponáceo e lustra-móveis.