Falta de ônibus leva moradores a convocarem manifestação em bairros de São Luís

Comunidades afirmam que convivem há mais de oito meses com a redução do transporte coletivo.

Fonte: Redação

Moradores de comunidades de São Luís organizam protesto para cobrar a volta das linhas de ônibus suspensas há mais de oito meses (Foto: Divulgação)

Moradores das comunidades Pão de Açúcar, Piquizeiro e áreas vizinhas, em São Luís, prometem realizar uma manifestação nesta quinta-feira (9) para exigir a normalização do transporte coletivo na região. Segundo os organizadores, parte das linhas de ônibus deixou de circular há mais de oito meses, obrigando centenas de pessoas a percorrer longas distâncias diariamente para conseguir embarcar em um coletivo.

De acordo com a comunidade, a situação tem provocado dificuldades para trabalhadores, estudantes, idosos e pessoas com deficiência, que dependem exclusivamente do sistema de transporte público para cumprir suas atividades.

Em um documento encaminhado à Prefeitura de São Luís e à Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), os moradores relatam que já solicitaram diversas vezes a retomada das linhas. Como alternativa, afirmam ter sido orientados a utilizar pontos de embarque localizados nos bairros Angelim e Anil.

A população, no entanto, considera a solução inadequada. Segundo os relatos, muitos usuários precisam caminhar por vários quilômetros até chegar aos pontos de ônibus, enfrentando riscos de assaltos e outros problemas de segurança. Há moradores que percorrem diariamente o trajeto até as proximidades da Igreja Nossa Senhora da Conceição e do Centro de Ensino Superior do Maranhão (CEST).

Os moradores afirmam que, antes da redução do serviço, a região era atendida por linhas operadas pelas empresas Ratrans e Mil e Um, integrantes do Consórcio Central. Atualmente, apenas a linha Pedra Caída continua circulando pelo bairro, mas a oferta de viagens é considerada insuficiente para atender à demanda.

A mobilização ocorre em meio ao aumento das reclamações sobre o transporte coletivo na capital maranhense. Nos últimos meses, usuários de diferentes bairros têm denunciado a redução da frota, atrasos constantes e superlotação. Parte dessas queixas já é objeto de investigação do Ministério Público do Maranhão, que acompanha a prestação do serviço na cidade.

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