
É de se duvidar que uma pessoa com apenas 27 anos poderia conquistar R$2,5 milhões apenas jogando pôquer. Mas, acredite, essa pessoa existe, e se chama Chris Moneymaker.
Atualmente com 50 anos, Moneymaker nasceu em Knoxville, Tennessee, e desde muito jovem alimentou um certo interesse pelo pôquer, que praticava com amigos e familiares, apenas por diversão. Acontece que, através deste “passatempo”, Chris Moneymaker adquiriu a sua fortuna milionário e se tornou uma lenda do esporte, vencendo o WSOP (Main Event da World Series of Poker) em 2003.
Moneymaker e a sua estrada pelo pôquer online
Chris Moneymaker iniciou a sua ascensão bem quando o pôquer online se popularizou. Aquele período marcou o surgimento do pôquer online, e essa nova onda possibilitou que jogadores de vários níveis, dos amadores aos profissionais, pudessem competir em grandes torneios. Enquanto isso acontecia, o futuro vencedor da WSOP de 2003 aproveitava esta oportunidade para melhorar as suas habilidades no pôquer, competindo com diversos outros jogadores.
A trajetória de Chris Moneymaker
Começando como apenas um amador, Moneymaker conseguiu, através do site Poker Star, uma vaga para concorrer no WSOP através de um satélite de pôquer online com um buy-in de $86. Esta foi a sua primeira participação em um torneio de pôquer e, com muito talento e dedicação, o jogador conseguiu superar 829 competidores.
Na mesa final, ainda jogou contra dois grandes nomes do esporte: Phil Ivey e Sam Farha. Não só competiu, mas também ganhou o torneio e adquiriu R$2,5 milhões. Após isso, Chris Moneymaker largou o seu emprego como contador e se dedicou totalmente ao pôquer.
O vitorioso serviu de exemplo para milhares de jogadores amadores, que se espelharam na história de Chris Moneymaker, que saiu de simples mortal para uma lenda viva.
Assim como Norman Chad, o narrador da disputa descreveu, Moneymaker deu o “blefe do século” em Farha, que jamais se recuperou.
Conheça outros jogadores de pôquer que também fizeram história
Não é só Chris Moneymaker que mudou a história do pôquer. Além deles, outros jogadores também se destacaram neste esporte, mostrando que o pôquer não é um mero jogo de sorte, mas sim de estratégia.
- Phil Ivey: o californiano criado em Nova Jersey se tornou uma lenda no pôquer através do seu talento nos jogos presenciais e onlines. Com diversas habilidades, Ivery se consagrou como jogador de pôquer e já ganhou 10 braceletes da WSOP, utilizando estratégias agressivas, além de muita intuição e blefes controlados.
- Doyle Brunson: conhecido como Padrinho do pôquer, a imagem de Brunson é sempre lembrado pelo seu grande chapéu de cowboy, uma característica única que o faz ser lembrado até pelos mais leigos do pôquer. Sua história é muito interessante: após ter se machucado no basquete na juventude, Doyle Brunson se empenhou no jogo de baralho e, por meio de uma jornada árdua, conquistou 10 braceletes da WSOP e escreveu o livro “Super System”.
- Daniel Negreanu: este jogador foi tão ambicioso a ponto de se mudar da cidade onde nasceu por não ter mais “jogadores à sua altura” lá. Como um competidor carismático, adquiriu 6 braceletes da WSOP e sua memorável leitura das cartas adversárias é invejável. Negreanu criou a técnica “small bal”, que se baseia em controlar o pote até onde conseguir, angariando poucas fichas para se manter vivo nos torneios.
As grandes jogadoras do pôquer
O pôquer se trata de um esporte abrangente e que atrai todo o tipo de público, onde os participantes dos torneios jogam com qualquer oponente, já que as competições não são divididas em disputas por gênero. Apesar disso, ainda é muito visto como um jogo masculino. Porém, isso não impediu que grandes mulheres pudessem trilhar suas histórias no pôquer, apesar dos obstáculos preconceituosos.
- Cecile Ticherfatine: a francesa responsável por um time com exclusividade para mulheres, o Queen’s Squad, é uma figura feminina muito atuante no pôquer atualmente. Possuindo mais de R$1,1 milhões em premiações, fora os 1,796.66 pontos no POY 2024 do GIP, Ticherfatine conquistou, em 2024, a maior premiação em 6° lugar no evento #71 Ladies da WSOP.
- Shiina Okamoto: nascida no Japão, Okamoto se tornou um símbolo de triunfo oriental no mundo do pôquer. Em 2025, venceu consecutivamente seu segundo Ladies Championship da WSOP, tendo sido vice-campeã em 2023 e campeã em 2024. Com seu segundo bracelete, Shiina Okamoto deixou seu nome da história do pôquer oficialmente.
- Cherish Andrews: sua fome pelo pôquer começou ainda na adolescência, quando disputava partidas com os irmãos mais velhos. Aos 21 anos passou a frequentar cassinos nos Estados Unidos, e desde então nunca mais parou de jogar, apostar e ganhar, já tendo adquirido, segundo o “The Hendon Mob”, US$ 3.393.085 em ganhos durante toda a sua carreira.
Pôquer: mais do que um jogo
O pôquer ajudou milhares de pessoas a conquistarem quantias gigantescas de dinheiro, mas mais do que isso, o esporte conseguiu vencer diversos obstáculos e preconceitos para ganhar o seu merecido destaque mundial.
Jogadores como Chris Moneymaker, Doyle Brunson e Cecile Ticherfatine são apenas três dos vários nomes que ficarão para sempre na história do pôquer e tiveram suas vidas transformadas pelo jogo de mente.
Assim, o pôquer vai além de apostas: ele envolve estratégias, treino, dedicação e muito controle emocional.