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Comida de gente: saudável pra cachorro

Alimentos caseiros são alternativa para complementar a ração, mas é preciso orientação profissional

Fonte: Tayã Santana
Banco de Imagem Gratuito 2 – Freepik – WireStock

Ceder à carinha pidona de cães e gatos e oferecer comida destinada aos humanos, embora pareça um gesto de carinho, pode causar intoxicações graves e representar risco direto à saúde dos animais. Ao oferecer alimentos da rotina humana para os pets, é preciso se certificar que os alimentos são seguros. Mas, se a ideia for abrir mão da ração ou complementar com alimentos naturais, é possível promover qualidade de vida, prevenir doenças e garantir uma nutrição adequada aos pets, desde que haja o acompanhamento adequado com o médico veterinário.

Pets obesos ou com problemas de saúde, como doenças cardiológicas, com falta de apetite para as rações tradicionais ou reações dermatológicas aos produtos industrializados também podem se beneficiar de uma alimentação mais natural.

A médica veterinária e professora do curso de Medicina Veterinária, Laudiceia de Jesus, explica que se o consumo de alimentos naturais for adotado como alternativa à ração, ele deve ser feito dentro de uma dieta rigorosa, em casos específicos e sempre com acompanhamento de um médico veterinário, de preferência especializado na área de nutrição animal.

“Ele pode realizar o cálculo adequado das calorias, indicar as quantidades ideais de proteínas e carboidratos, os legumes permitidos e, se necessário, a suplementação com vitaminas”, explica a profissional.

CARDÁPIO

Entre os alimentos recomendados estão carnes magras bem cozidas, como frango, carne bovina e peixe sem espinhas, além de carboidratos como arroz, batata-doce, mandioca e abóbora. Legumes como cenoura, chuchu, abobrinha e brócolis também podem fazer parte do cardápio, desde que cozidos e sem temperos.

“Esses alimentos fornecem proteínas, fibras, vitaminas e minerais importantes para a saúde, ajudando na digestão, na qualidade da pelagem e no fortalecimento do sistema imunológico dos animais”, explica Laudiceia.

Realizar o acompanhamento profissional significa, também, manter o pet longe dos alimentos que podem causar intoxicação, já que alguns alimentos são proibidos e podem ser extremamente prejudiciais. Chocolate, cebola, alho, uva, uva-passa, abacate, ossos cozidos, alimentos gordurosos, salgados ou temperados devem ser evitados, assim como açúcar e adoçantes artificiais.

O consumo desses itens pode causar desde intoxicações leves até problemas graves, como insuficiência renal ou distúrbios gastrointestinais. “Por isso, antes de mudar a alimentação do pet, o mais seguro é buscar orientação profissional para garantir uma dieta equilibrada, segura e adequada às necessidades de cada animal”, conclui a profissional.

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