Polícia cumpre mandados no Maranhão contra grupo que tentou roubo milionário no MT

Mandados foram cumpridos contra suspeitos de participação em ataque que mobilizou dezenas de criminosos.

Fonte: Redação

Alvo de operação em seis estados, grupo falhou em roubo milionário e levou apenas R$ 2 mil (Foto: Divulgação)

Uma operação articulada entre forças de segurança de diferentes estados teve desdobramentos no Maranhão nesta quinta-feira (9), mirando suspeitos de participação em um ataque de grandes proporções ocorrido em 2023, no município de Confresa, no Mato Grosso.

A ação faz parte da terceira fase da Operação Pentágono e resultou no cumprimento de mandados judiciais em cidades maranhenses como Imperatriz, Vitorino Freire, Pinheiro e Santa Luzia do Tide. Duas pessoas foram presas.

A ofensiva ocorreu simultaneamente em outros estados, como São Paulo, Tocantins, Pará e Rio Grande do Norte, ampliando o cerco a um grupo apontado como responsável por uma investida que chamou atenção pelo nível de organização e violência.

Na época do crime, cerca de 30 homens armados invadiram Confresa, bloquearam acessos e atacaram estruturas de segurança pública, incluindo o quartel da Polícia Militar, que foi incendiado durante a ação.

O plano tinha como alvo uma empresa de transporte de valores e previa um roubo de grande escala. A expectativa dos criminosos era levar entre R$ 30 milhões e R$ 60 milhões. No entanto, o resultado foi bem diferente.

De acordo com as investigações, o grupo não conseguiu acessar o cofre principal da empresa devido ao sistema de segurança, que liberou gás no ambiente e impediu a continuidade da ação. Com isso, os criminosos deixaram o local com apenas R$ 2 mil — valor considerado irrisório diante do investimento estimado de mais de R$ 3,5 milhões feito para viabilizar o ataque.

A investigação aponta que o grupo era composto por pelo menos 50 integrantes, distribuídos em diferentes estados e com funções específicas dentro da operação. Parte deles foi localizada ainda em 2023, quando uma ação policial no Tocantins terminou com 18 suspeitos mortos.

O caso é tratado como um dos maiores crimes patrimoniais já registrados em Mato Grosso e expõe a atuação de organizações criminosas especializadas em ações coordenadas, com características semelhantes às do chamado “novo cangaço”.

Com o avanço da operação, a polícia busca identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento do financiamento da ação criminosa.

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