Maranhão registra mais de 11 mil mortes por doenças cardiovasculares e acende alerta para hipertensão silenciosa

Especialistas alertam para diagnóstico precoce e falhas no atendimento.

Fonte: Redação

Hipertensão segue como principal fator de risco para infarto e AVC no Brasil (Foto: Reprodução IA)

A hipertensão arterial continua sendo um dos principais desafios de saúde pública no Brasil e segue diretamente ligada ao alto número de mortes por infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Dados recentes apontam que, somente em 2025, o país registrou mais de 177 mil mortes por infarto e mais de 104 mil por AVC, além de mais de 64 mil óbitos por insuficiência cardíaca.

O cenário permanece preocupante em 2026, mesmo com números ainda em consolidação. A estimativa já indica mais de 346 mil mortes associadas a essas doenças, evidenciando a persistência de um problema que, muitas vezes, começa de forma silenciosa.

No Maranhão, os dados também chamam atenção. Foram registrados mais de 11 mil óbitos relacionados a complicações cardiovasculares, sendo 5.626 por infarto, 3.800 por AVC e 1.763 por insuficiência cardíaca.

Especialistas destacam que a hipertensão raramente apresenta sintomas, o que dificulta a identificação precoce. Em muitos casos, o diagnóstico só ocorre após eventos graves. Ainda assim, a condição é considerada um fator de risco controlável, desde que haja acompanhamento médico e mudança de hábitos.

Diretrizes atualizadas indicam que níveis de pressão arterial acima de 120 por 80 mmHg já devem ser monitorados, mesmo em pessoas sem sintomas. A recomendação é que a aferição da pressão faça parte da rotina, como forma de prevenir complicações futuras.

Além do controle da pressão, o reconhecimento rápido dos sinais de alerta é fundamental. No caso do AVC, alterações na fala, perda de força e dificuldade de coordenação exigem atendimento imediato. Já o infarto pode se manifestar com dor no peito, falta de ar, suor frio e desconfortos que, muitas vezes, são confundidos com problemas digestivos.

Outro ponto de atenção está nas falhas no atendimento. Atrasos no diagnóstico, dificuldades no acesso a exames e a falta de acompanhamento após a alta hospitalar ainda comprometem a recuperação de pacientes e aumentam o risco de novos episódios.

Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de políticas públicas voltadas à prevenção, diagnóstico precoce e qualificação dos serviços de saúde, como forma de reduzir mortes evitáveis e melhorar a qualidade de vida da população.

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