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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Condições precárias levam moradores de Cururupu a pedir nova licitação no serviço de ferryboat

O pedido foi motivado após o incêndio registrado em um ferryboat no último dia 6 na Ponta da Espera.

Na madrugada do último dia 6, o ferry-boat Cidade de Pinheiro pegou fogo, quando estava atracado na Ponta da Espera (Foto: Divulgação)

No dia 9 deste mês, a Associação dos Filhos e Amigos de Cururupu (Afac) entrou com pedido de nova licitação de embarcações para transporte aquaviário nos terminais de Ponta da Espera, em São Luís; e Cujupe, em Alcântara. O pedido foi feito à Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), com o objetivo de garantir mais segurança nos ferryboats.

De acordo com o presidente da Afac, o promotor de Justiça Paulo Avelar, a associação foi motivada a realizar o pedido após o incêndio registrado no ferryboat “Cidade de Pinheiro”, na madrugada do dia 6, deste mês, na Ponta da Espera. No momento do incidente, a embarcação estava atracada e havia sete tripulantes a bordo.

De acordo com informações de testemunhas, o incêndio teria começado por volta de 1h da madrugada, e as chamas só foram controladas por volta das 6h. As causas do incidente seguem em processo de investigação. A embarcação deve permanecer parada até que seja concluída essa vistoria e recuperação.

“Em 2020, tivemos vários incidentes e acidentes com estas embarcações. Houve o caso, em alto mar, de o motor parar de funcionar. Existiu ainda problemas de superlotação. O caso mais recente, o incêndio do dia 6, mostra que há uma tragédia que se anuncia. É preciso que se tome medidas urgentes, no sentido de regularizar a situação dos ferryboats. Há apenas uma empresa que, atualmente, realiza a prestação de serviços de forma adequada, que é a ‘Internacional Marítima’; a empresa Servi Porto está em situação precária”, declarou Paulo Avelar.

O presidente da Afac disse também que as embarcações estão velhas e que precisam ser renovadas. Paulo Avelar informou que uma cópia do requerimento enviado à MOB foi entregue à Promotoria do Consumidor. Segundo o promotor de Justiça, até essa segunda-feira (14), a MOB ainda não tinha dado nenhum retorno aos pedidos da Afac.

“Porém, fiquei sabendo que algumas providências já estariam sendo tomadas, como, possivelmente, o início do processo de licitação, mas nada oficial”, informou Avelar.

No documento entregue à MOB, é mencionado que já houve sucessivas reuniões entre o Poder Público e privado, Ministério Público do Consumidor e outros órgãos de defesa social, para discutir a precariedade dos ferryboats.

OCORRÊNCIAS de 2020

No dia 25 de janeiro de 2020, uma embarcação ficou à deriva devido a uma pane elétrica. Nesta situação, a ferry estava com problemas no leme.

No dia 4 de fevereiro de 2020, uma colisão envolvendo dois ferryboats foi registrada no terminal Ponta da Espera, na Baía de São Marcos. O acidente causou susto e pânico nos passageiros que viajavam nas embarcações. Ninguém ficou ferido, apenas danos materiais.

Outra colisão ocorreu em outubro do ano passado, desta vez a embarcação bateu em alguns pilares de atracação. O acidente aconteceu logo após a embarcação zarpar na rampa do Terminal da Ponta da Espera. O ferryboat fazia viagem de São Luís para o Cujupe.

AFAC

A Afac foi fundada em 16 de fevereiro de 2009. Constitui como uma entidade sem fins lucrativos, sem cunho político ou religioso, de caráter social e cultural e gestão comunitária composta por ilimitado número de associados.

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